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Vacinação em Cães

Vacinação em Cães

As doenças infecciosas, infelizmente, ainda são muito comuns na rotina veterinária, sendo uma das causas da internação de muitos pacientes. Elas podem ser prevenidas a partir de um protocolo vacinal atualizado, que deve ser sempre avaliado e montado por um médico veterinário. Somente assim, teremos a garantia da vacinação do seu pet. Um cão não vacinado possuí alto risco de se contaminar e desenvolver essas doenças. Mas lembre-se, a vacina só deve ser administrada por um médico veterinário. Além do mais, é necessário que a aplicação seja atualizada anualmente para garantia de seu efeito protetor.

A vacina V10 é considerada polivalente, ou seja, protege de várias doenças ao mesmo tempo. Cinomose, parvovirose, coronavirose, hepatite infecciosa canina, adenovirose, leptospirose e parainfluenza são as doenças que irão ser prevenidas através da administração e atualização dessa vacina.

Atualmente, a cinomose canina é uma doença infecciosa viral muito comum em cães não vacinados. Possuí alta mortalidade, colocando a vida desses pets em risco. Os sinais clínicos mais comuns são secreções oculares e nasais, dermatite com presença de pústulas, anorexia, febre, vômito, diarreia, convulsões, paralisia de membros pélvicos, tremores e outras alterações sistêmicas e neurológicas. O tratamento é realizado somente como suporte, não sendo ainda conhecido um tratamento eficaz para cura da doença. Há relatos de animais que sobreviveram a doença, contudo ainda são a minoria e podem apresentar sequelas.

A parvovirose é uma doença infecciosa viral causada pelo vírus parvovírus canino tipo 2, É uma doença altamente contagiosa, que acomete cães, principalmente filhotes não vacinados. Apresenta elevada morbidade, causando alterações clínicas, como diarreia com presença de sangue e cheiro bastante fétido, uma vez que o vírus possui preferência por células de rápida divisão, como as células intestinais, chamadas de enterócitos. Também possui alta mortalidade em filhotes, colocando suas vidas sem risco. Outros sinais clínicos comuns são febre, anorexia e diminuição da atividade do filhote, que ficará fraco e deitado, não querendo mais brincar como de costume. Poderá apresentar também vômitos, perda de peso e desidratação.

O coronavírus canino (CCoV) não é o mesmo que acomete os humanos (SARS-CoV-2). Os filhotes são os mais predispostos a se infectarem, apresentando como sinais clínicos, diarreia que raramente apresenta sangue, perda de apetite, perda de peso e apatia. A presença de vômitos também pode ocorrer nessa doença.

A hepatite infecciosa canina é causada pelo adenovírus tipo 1 (CAV-1), causador de necrose hepática aguda em cães. A doença, assim como as outras citadas, também coloca a vida do animal em risco. O pet poderá apresentar febre, vômito, diarreia, sensibilidade abdominal, aumento de linfonodos, tosse, fezes com presença de sangue, manchas roxas na pele e sinais neurológicos (desorientação e crises convulsivas).

A leptospirose é uma doença sistêmica popularmente conhecida como ‘’Doença do rato’’. É uma zoonose, ou seja, há transmissão da bactéria Leptospira entre os animais e o homem. Os principais sintomas são mucosas amareladas, vômito, diarreia, febre, coloração escura da urina e debilidade. Acomete, principalmente, os rins e o fígado do paciente.

 

Assim que o filhote completar 6 semanas deverá ser realizada a aplicação da primeira dose de V8 ou V10. A diferença entre essas vacinas está na proteção de duas cepas a mais de leptospirose na V10 (Grippotyphosa e Pomona). O animal não poderá sair para passear, ou ter contato com outros animais não vacinados até que o protocolo vacinas esteja completo. Após 21 dias, a segunda dose deverá ser aplicada, por volta da nona semana de vida. Por fim com 12 semanas, ou seja, 4 meses, a terceira dose deverá ser aplicada. Ainda assim será necessário aguardar aproximadamente quinze dias para levar seu cão para o primeiro passeio. Após a data da última dose, deve-se contar um ano e então aplicar a dose de reforço que será única e anual.

A raiva é uma zoonose, ou seja, uma doença que os animais podem nos transmitir, caso estejam contaminados e que nós também podemos transmitir a eles. Esta vacina é obrigatória, segundo a legislação, uma vez que seu controle é uma preocupação para a saúde pública. Infelizmente, essa patologia não tem cura, sendo fatal tanto para animais quanto para humanos. Sua transmissão ocorre através da mordida e/ou lambedura do animal contaminado, por exemplo outros cães e morcegos. Como sinais clínicos da patologia, estão presentes principalmente a salivação excessiva, agressividade, febre, delírios e convulsão. A primeira dose da vacina anti-rábica é administrada a partir das 12 semanas (4 meses). A aplicação é única e deverá ser atualizada a cada ano.

A traqueobronquite canina, popularmente conhecida como ‘’Tosse dos canis’’, sendo mais frequente nos meses mais frios do ano. Bordetella bronchiseptica e o vírus da parainfluenza canina são os agentes causadores mais comuns dessa patologia. Essa vacina é muito indicada, principalmente para pacientes que possuem bastante contato com outros cães, como os que costumam ficar em ‘’hotéis pets’’ ou costumam ir com frequência em petshops. A tosse é o sinal clínico mais comum, podendo ser seca ou produtiva. Também é comum que ocorra engasgo e corrimento nasal. O protocolo de segurança contra a gripe canina é iniciado á partir da 15ª semana de vida, sendo administradas, no total, duas doses que serão aplicadas em um intervalo de 21 dias. O reforço deverá ser anual assim, como as demais vacinas.

Os cães também podem apresentar Giárdia, uma doença causada pelo protozoário Giárdia lamblia. É importante ressaltar que é uma zoonose, ou seja, um paciente com giardise pode nos contaminar e vice versa. Sensibilidade abdominal, fezes líquidas a pastosas e com odor fétido, febre, desidratação, anorexia e vômitos são alguns sinais clínicos comuns. A vacinação contra a Giárdia é realizada com a aplicação de duas doses de vacina aplicadas com 21 dias intervalo. Há estudos que comprovam que essa vacina não impede o paciente de desenvolver a doença, entretanto, se apresentar sintomas clínicos, estes tendem a ser mais brandos. É muito importante que o paciente apresente a vermifugação em dia para prevenir que o protozoário e aloje no organismo.

Dra Ana Julia Pinheiro

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Vantagens da Castração

Vantagens da Castração

A castração é um dos procedimentos cirúrgicos mais comuns e indicados para a manutenção da saúde de um pet. Tanto nos machos quanto nas fêmeas, ela ajuda a prevenir doenças graves e melhorar a qualidade de vida de boa parte dos bichinhos.

Além de evitar uma séria de problemas à saúde dos pets, a castração também promove mudanças comportamentais beneficiando não só os pets mas como também toda a família. Quando a castração é feita nas fêmeas por exemplo, elas não irão mais entrar no cio eliminando por completo todo o desconforto dos cios, de uma gravidez psicológica, do desenvolvimento de tumores nos ovários e no útero, diminuição dos risco de desenvolver câncer nas mamas, além de reduzir a zero as chances de contração de doenças causadas por hormônios, como a piometra e a hemometra. Nos machos, a castração acaba com a possibilidade de tumores nos testículos e na próstata.

No que se trata do comportamento dos animais, a cirurgia de castração costuma afetar mais os machos, fazendo com que eles fiquem menos agressivos — por causa do corte na produção de testosterona -, com menos necessidade de demarcar o território com xixi e, também, com menos propensão a fugir para acasalar com fêmeas no cio e brigar com outros machos. No fim das contas, o pet fica muito mais tranquilo. O ideal é que no macho o procedimento aconteça antes do desenvolvimento sexual se completar, ou seja: entre os sete e dez meses de idade. O momento ideal para a castração de fêmea é após o primeiro cio, entre sete e oito meses de idade.
A principal consequência da esterilização do seu pet, seja macho ou fêmea, é que ele vai perder a capacidade de reprodução. Isso acontece porque a castração canina age diretamente nos órgãos reprodutores deles: nas fêmeas, é realizada a retirada do útero e dos ovários; nos machos, por sua vez, a castração acontece com a remoção dos testículos. Nos dois casos, a cirurgia é feita com a principal consequência da esterilização do seu pet, seja macho ou fêmea, é que ele vai perder a capacidade de reprodução. Isso acontece porque a castração canina age diretamente nos órgãos reprodutores deles: nas fêmeas, é realizada a retirada do útero e dos ovários; nos machos, por sua vez, a castração acontece com a remoção dos testículos. Nos dois casos, a cirurgia é feita com anestesia geral e um check-up completo para atestar que o pet tem condições de fazer o procedimento.
O pós-operatório é, certamente, uma das partes mais delicadas da cirurgia de castração, seja ele macho ou fêmea. Nesse período, que pode durar até duas semanas o melhor é que o Pet tenha a companhia de um humano na maior parte do tempo, já que, pelo menos nos primeiros dias, ele não pode fazer movimentos bruscos ou atividades muito pesadas para evitar o rompimento dos pontos. A região do corte deve ser limpa pelo menos uma vez por dia, até a consulta de retirada dos pontos com o veterinário. Para evitar que o pet fique lambendo ou mordendo o local da incisão, você pode adquirir uma roupa cirúrgica para cães castrados ou um colar elizabetano.

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Manejo de cães e gatos nas festas de fim de ano

Manejo de cães e gatos nas festas de fim de ano

O final de ano é a data muito especial para algumas pessoas contudo, para outras, pode ser um período difícil devido alterações emocionais apresentadas pelos cães e gatos em casa. O principal vilão da história são os fogos de artifício. Barulhos de moto na rua, o som de música alta, pessoas ‘’estranhas’’ no ambiente do animal, e até outros animais, que acompanham seus tutores nas visitas de fim de ano podem deixar seu animal em situação difícil. Alguns pets sentem medo nessas ocasiões, outros sentem fobia. Ambos sentimentos precisam ter um cuidado especial, mas para qualquer ação é necessário diferenciar as duas situações.

O medo é o estado emocional funcional e natural que representa a resposta do organismo frente a alguma situação de estresse. Por exemplo, um cão com medo de fogos de artifício, se esconde debaixo da cama e por ali fica durante toda a noite. A fobia é o medo de maneira intensa e prolongada, é caracterizada por esquiva fóbica quando frente ao estímulo. Nesses casos, o acompanhamento de um médico veterinário é muito importante, pois os animais podem colocar sua vida em risco. Podemos demonstrar essa situação com o exemplo anterior, entretanto, nesse caso o animal não se esconde debaixo da cama, mas tenta sair daquele lugar de qualquer maneira. E assim, pode quebrar portas de vidro e se machucar. Porém, é importante observar que tanto o medo quanto a fobia estão presentes, principalmente, no final do ano. Para lidar com isso é preciso manejo em casa, além da dedicação e paciência dos tutores. Em casos de fobia, pode ser necessária a administração de fármacos segundo a avaliação do médico veterinário. Por isso, não deixe para lidar com essa situação somente no dia. Se prepare e prepare o seu amiguinho de quatro patas.

A primeira coisa a se fazer é entender a gravidade do problema. Como o seu animal lida com os fogos de artifício e barulhos na rua no fim de ano? Há algum histórico traumático?  Ele demonstra algum comportamento diferente nessas datas especiais? Relembre e, se necessário, filme o comportamento dele no momento.

Quanto mais antigo o comportamento, mais difícil será de revertê-lo. Então, se você é tutor de um filhote e quer diminuir as chances de ele ter fobia, converse com o seu médico veterinário para que ele te guie nos estímulos e treinos que serão necessários. Cada caso é um caso, pois nenhum organismo reage ao mesmo estímulo da mesma forma. Sendo assim, a avaliação de um profissional é super importante.

Prepare o ambiente doméstico durante a semana para que o animal se sinta confortável. Dias antes da data comemorativa, monte um novo cenário para que seu pet entenda que está tudo bem tanto para dormir como para ficar naquele ambiente.  A otimização ambiental irá trazer segurança para ele. Separe um canto especial para sua caminha, em um ambiente calmo e confortável. Lembre-se de deixar os brinquedos preferidos por perto, assim como petiscos saborosos. Atenção, fale com o médico veterinário antes de oferecer petiscos, pois existem restrições para determinadas doenças. Outra dica legal é brincar com o seu pet no local montado especialmente para ele para que entenda e associe que nesse ambiente acontecem coisas legais.

Alguns animais ficam calmos ao som de playlists preparadas especialmente para eles que podem ser encontradas facilmente em sites de busca e aplicativos. Outros, irão preferir o som de ruído branco, e outra porcentagem pode preferir música clássica. Teste quais desses sons relaxa mais o seu animal antes da semana do natal e do ano novo e então, deixe tocar durante os outros dias no local que você preparou para que ele se acostume com essa sensação e fique tranquilo.

O uso de feromônios artificiais, que transmitem informações para a parte emotiva do cérebro, podem trazer benefício para esse dia, se associados ao manejo. Seu uso isolado não demonstra muitos resultados.

E lembre-se, nossos alimentos não devem ser oferecidos para os animais nesses dias. Caso queira agradar o seu pet, converse com o médico veterinário e escolha o petisco mais adequado que não trará malefícios para a saúde do animal.
Dra Ana Júlia Pinheiro.

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Desmitificando os exames complementares

Desmitificando os exames complementares

 

Alguma vez você já ficou em dúvida sobre o porquê da realização de algum exame do seu pet?

Se sim, acalme-se! Estamos aqui para te ajudar a compreender a função dos principais exames solicitados pela nossa equipe de médicos veterinários!

Hemograma completo: é o exame solicitado com maior frequência pelos médicos veterinários, pois trás consigo muitas informações importantes. Através desse exame podemos detectar anemias, processos inflamatórios e infecciosos, desordens plaquetárias, etc. É um exame muito útil na triagem inicial do paciente.

Perfil renal: normalmente, inclui os exames de ureia e creatinina, que são metabólitos produzidos pelo organismo e excretados pelos rins. Sendo assim, um acúmulo dessas substâncias no sangue indica uma alteração na função renal, que deve ser investigada.

Urinálise: nada melhor para avaliar a função de um órgão do que analisar aquilo que ele produz. Nesse caso, os rins são responsáveis pela produção da urina e os diversos tipos de exame realizados com ela auxiliam na avaliação da função renal.

Perfil hepático: o perfil hepático pode avaliar tanto lesões no órgão, através da dosagem de enzimas hepáticas (ALT, AST e FA, por exemplo), quanto a função do mesmo, através da dosagem de substâncias produzidas pelo fígado, como albumina, bilirrubina, glicose, colesterol, triglicérides, fatores de coagulação, etc.

Colesterol e triglicérides: através desses exames, podemos avaliar distúrbios no metabolismo dos lipídeos (gorduras). Valores elevados de colesterol e triglicérides podem estar, inclusive, associados a doenças endócrinas.

Coagulograma: através desse exame, podemos avaliar a coagulação do paciente, o que nos permite diagnosticar distúrbios e programar procedimentos cirúrgicos, que envolvem incisões e sangramento, com maior segurança.

Ultrassonografia abdominal: a ultrassonografia permite avaliar a morfologia dos órgãos e auxilia no diagnóstico de processos inflamatórios, infecciosos, neoplásicos, etc.

FAST: é uma ultrassonografia voltada para triagem e monitorização de pacientes atendidos em situação de urgência/emergência ou internados. É um exame que permite diagnosticar e acompanhar a presença de líquido livre em cavidade abdominal ou torácica, pneumotórax, edema pulmonar, etc.

Radiografia: permite avaliar tórax, abdome e ossos do paciente, identificando alterações nessas estruturas.

Hemogasometria: através desse exame, podemos avaliar o equilíbrio ácido-base do paciente e suas possíveis alterações. A hemogasometria arterial permite a avaliação de desordens respiratórias e da função pulmonar, enquanto a hemogasometria venosa permite a análise de distúrbios metabólicos e da perfusão tecidual. Além disso, a hemogasometria nos auxilia no manejo da fluidoterapia e de eletrólitos (sódio, potássio, cálcio, etc.).

Lactato: através desse exame, podemos avaliar a perfusão tecidual do paciente, ou seja, o estado da sua microcirculação, que é onde ocorre a troca de oxigênio e nutrientes. Sendo assim, podemos verificar se as células do paciente estão funcionando adequadamente. Além disso, esse exame tem valor prognóstico, ou seja, quando realizado de forma seriada, permite avaliar a possibilidade de melhora ou piora do quadro.

Dra Joice de Toledo

Coordenadora Estima Hospital Veterinário.

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Outubro Rosa

Outubro Rosa

O #OutubroRosa chegou e devido sua importância viemos aqui falar um pouquinho sobre tumores mamários nas fêmeas.

O tumor de mama em cadelas e gatas,  infelizmente, é bem comum no dia a dia da rotina veterinária e pode acometer uma ou mais mamas, sendo que,  em felinos,  80% são malignos. 

O primeiro passo para prevenção é prestar atenção nas mamas da sua cadelinha ou gatinha. Caso note um aumento de volume a visita ao médico veterinário será indispensável. O veterinário irá avaliar mama por mama durante o exame físico e planejar o melhor tratamento a fim de controlar ou curar esse tumor, além de prolongar e melhorar a qualidade de vida.

Infelizmente há risco de metástase principalmente para os pulmões! Sendo assim, não perca tempo!!!! Corra logo para o veterinário assim que identificar a lesão.

Com raras exceções, o tratamento adequado inicia-se com o procedimento cirúrgico. A extensão da cirurgia será proporcional ao tamanho dos nódulos e a localização deles. O planejamento cirúrgico sempre leva em consideração as características tumorais e a drenagem linfática.

Existem diversos tipos de tumor de mama, sendo que dois exames, o citológico e o histopatológico, irão mostrar qual tipo celular está presente para que se  defina,  com certeza,  se o tumor  é maligno ou benigno. Após saber qual tipo tumoral está presente será possível avaliar se será necessário a realização da quimioterapia.

Vencida esta etapa é importante um acompanhamento veterinário. No primeiro ano recomenda-se visitas a cada dois meses, além da realização de exames como radiografia de tórax e ultrassom de abdômen. E, a partir do segundo ano, o tempo é espaçado para a cada 3 meses. Mas logicamente esse tempo deverá ser ajustado para a necessidade de cada paciente.

Para diminuir a incidência dos tumores de mama precisamos realizar a prevenção. Antigamente a recomendação era castrar as fêmeas caninas antes do primeiro cio para diminuir a influência hormonal, que pode estimular o surgimento da patologia. Atualmente a recomendação de castração é entre primeiro e segundo cio, desta forma também evitamos algumas consequências da castração precoce, principalmente problemas articulares em cães de grande porte.

Em gatas, a castração antes do primeiro cio, entre 6  e 12 meses, ainda é a melhor opção para diminuir o estímulo hormonal e prevenir os tumores de mama. 

E lembrem-se, a aplicação de medicações contraceptivas é proibida em cães e gatos. A melhor prevenção é a castração.

Dra. Ana Júlia Khuriyeh

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Anestesia: Quando o medo dela pode prejudicar o seu Pet?

Anestesia: Quando o medo dela pode prejudicar o seu Pet?

Poucas pessoas sabem, mas a anestesia é uma especialidade médica importantíssima, responsável pelos cuidados de todo o manejo pré, trans e pós-cirúrgico. O anestesista é uma peça fundamental em um centro cirúrgico, pois é ele quem administra os fármacos que produzem a anestesia e a analgesia durante o procedimento. Além disso, esse profissional ainda mantém os sinais vitais do paciente, como o coração batendo em um ritmo ideal, a pressão arterial estável e a respiração adequada, guiando o oxigênio para as células. Graças a esse precioso trabalho temos acesso a realização de incríveis procedimentos cirúrgicos na atualidade.

Na medicina veterinária, não é diferente. O veterinário anestesista possui as mesmas funções do “anestesista humano” e, frequentemente, também é esquecido e não é reconhecido pelos tutores como deveria. O crédito do sucesso do procedimento, grande parte das vezes, fica apenas para o cirurgião.

O desconhecimento sobre essa especialidade e sobre a anestesia em si, acaba provocando um forte medo dos tutores com relação ao tema. No dia a dia dos hospitais veterinários, é comum encontrarmos casos em que o medo exagerado leva a situações prejudicais aos nossos amados peludos.  Na oncologia, por exemplo, isso é muito evidente quando o tutor, por medo da anestesia e do procedimento, adia uma cirurgia que poderia ser simples e com menores riscos ao Pet. Uma “bolinha” pequena, do tamanho de uma azeitona, cresce e pode se transformar em um terrível tumor, um câncer maligno. Nesses casos, quando o Pet é finalmente submetido à cirurgia, ela precisa ser mais invasiva e complicada.

A demora pelo tratamento também ocorre na área da odontologia veterinária. Aqui, um simples tratamento periodontal, uma simples limpeza bucal, pode virar uma cirurgia dolorosa, com a extração de diversos dentes.

Infelizmente, como em toda atividade médica, precisamos reconhecer que sim, a anestesia tem um risco. Porém, a chance de algo ruim acontecer é muito baixa. O risco de complicações graves decorrentes da anestesia varia de acordo com a espécie, idade, tipo de procedimento e, com as condições físicas de cada paciente. Algumas doenças sistêmicas também aumentam o risco anestésico de acordo com sua gravidade. Por isso, os animais são classificados em uma escala que vai de I a V. Para os cães e gatos saudáveis, que estão nas classes I e II, o risco de morte relacionada à anestesia fica em torno de 0,05% para cães e 0,11% para os gatos (de acordo com estudos feitos pela Frontiers in Veterinary Science, em 2018). Para os pacientes portadores de alguma doença, esse risco é maior. Mesmo assim, é possível fazer um protocolo anestésico totalmente seguro. Apenas o médico veterinário poderá avaliar se os benefícios da cirurgia superam os seus riscos. Na maioria dos casos, o risco de não realizar o procedimento é bem maior do que o risco da anestesia propriamente dita.

O Estima Hospital Veterinário coloca à disposição de seus pacientes um serviço de anestesia para a realização de todos os procedimentos cirúrgicos, visando proporcionar bem-estar ao paciente e satisfação para os tutores.

Todos os animais passam por minuciosa avaliação clínica pré-operatória, que associada a exames complementares, possibilita determinar a melhor técnica anestésica para cada Pet em particular.

O hospital possui modernos recursos para o monitoramento dos parâmetros dos Pets durante a cirurgia, como monitor cardíaco, oxímetro, pressão arterial não invasiva (pressão sistólica, média e diastólica), temperatura e frequência respiratória.

Os agentes anestésicos são de última geração, oferecendo menor risco aos Pets e dispondo de maior segurança para os idosos, os cardiopatas e todos aqueles que apresentam alguma alteração que dificulta a realização dos procedimentos cirúrgicos. A dor é tratada de forma rígida, com fármacos capazes de garantir o bem-estar do Pet, durante e após a cirurgia.

Fonte de informações: https://www.uol.com.br/nossa/colunas/coluna-do-veterinario/2021/04/08/medo-de-anestesiar-seu-animal-e-mais-perigoso-do-que-a-propria-anestesia.htm

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Piometra: Como a castração pode evitar esse mal

Piometra: Como a castração pode evitar esse mal

A Piometra é uma infecção bacteriana que acontece no endométrio das cadelas (tecido que reveste as paredes internas do útero). As Pets que são castradas têm o seu útero removido, e por isso não correm o risco de desenvolver esse problema.

Trata-se de uma infecção uterina, provocada pelo acúmulo de secreções e de pus no útero. Afeta as fêmeas que atingiram a maturidade sexual (que passaram do primeiro cio), ocorrendo geralmente por volta dos cinco anos de vida. As cadelas que foram submetidas a tratamentos hormonais também são propensas a desenvolver essa doença.

Ela acontece devido a uma alteração metabólica da progesterona, que causa uma infecção bacteriana. As bactérias atuam nos momentos em que esse hormônio está mais elevado no sangue, por ser o período no qual diminuem as defesas do útero. Essa atividade hormonal pode causar cistos no endométrio da sua cachorrinha. Tudo isso, em conjunto com a entrada de bactérias, favorece o aparecimento da doença e da infecção. Em algumas ocasiões, ocorre uma resposta inadequada à progesterona, que provoca um aumento na espessura das paredes uterinas.  Se não houver uma gravidez, podem ocorrer formações de cistos que facilitam o crescimento de bactérias no útero. Outro agente causador da Piometra é o uso de hormônios anticoncepcionais nas Pets.

As bactérias que então estão presentes no útero podem se instalar nos rins por meio da corrente sanguínea. É por isso que a Piometra pode levar as cadelas à morte, pois os rins param de funcionar. A única forma de evitar a doença é com a castração.

Existem dois tipos de Piometra:

*Aberta – Em que a cadela apresenta corrimento purulento (com pus). Ocorre normalmente após dois meses que a cadela teve o cio.

*Fechada (colo uterino fechado) – Em que não há presença de corrimento, por isso é uma forma mais silenciosa da doença. É o tipo mais perigoso, pois só é observada no estágio avançado do problema.

Os sintomas podem envolver:

– Pus, que pode ou não escorrer da vagina / vulva (no caso da Piometra aberta)

– Descarga vulvar com líquido espesso, escuro e fétido

– Aumento da sede / aumento da micção

– Alargamento do abdômen (pois o útero se enche de pus)

– Letargia (inconsciência)

– Falta de apetite

– Perda de peso (pois a cadela, estando indisposta, não se alimenta)

– Alargamento do abdômen (barriga inchada)

– Febre

– Desidratação

 O diagnóstico é feito por meio de exames laboratoriais (ultrassonografia, hemograma e análise da secreção) e clínicos no consultório. Também são feitos exames para avaliar a função renal, e saber se existe algum comprometimento dos rins.

 O tratamento acontece com remédios intravenosos (na veia) e antibióticos para combater a infecção. Geralmente a Pet precisa ficar internada e quando estiver estabilizada, a castração é recomendada para evitar a piora ou a volta da doença. Geralmente essa castração é feita o mais rápido possível para evitar insuficiência renal ou uma infecção generalizada (septicemia).

Fonte de informações: http://tudosobrecachorros.com.br/piometra-em-cadelas/#ixzz5GBdCGtrR

https://meusanimais.com.br/a-piometra-em-cadelas/

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Insuficiência renal crônica também afeta os cachorros

Insuficiência renal crônica também afeta os cachorros

Os cães também podem sofrer com problemas renais. A insuficiência renal crônica pode acometer cachorros de qualquer raça, sexo e idade. Essa doença ocorre com maior frequência em Pets com idade a partir de sete anos. A insuficiência renal crônica pode ter origem genética (hereditária) atingindo as seguintes raças: Basenji, Beagle, Bull Terrier, Cairn Terrier, Chow Chow, Cocker Spaniel, Dobermann Pinscher, Pastor Alemão, lhasa Apso, Shih Tzu, Maltes, Schnauzer, Norwegian Elkhound, Rottweiler, Samoieda, Shar Pei e Poodle.

Os sinais mais comuns dessa enfermidade são: polidipsia (aumento do consumo de água), poliúria (micção em excesso), apatia, perda de apetite e vômitos.  É importante que o tutor sempre ofereça água fresca ao Pet, para que ele se mantenha hidratado. Outros sintomas são letargia, anorexia, perda de peso, diarreia, úlcera gástrica e/ou intestinal, mau hálito, fraqueza e intolerância ao exercício, ou inabilidade de se exercitar normalmente sem se cansar. Se o Pet apresentar um quadro de hipertensão (pressão alta), essa doença ainda pode levar à cegueira.

A insuficiência renal crônica é provocada por um processo normal de envelhecimento, devido ao declínio do funcionamento renal ao longo dos anos. Ela também pode ser causada em função de outros problemas de saúde, como a doença periodontal, hipertensão arterial, diabetes e outras endocrinopatias, infecções, hematozoários, filariose etc.

Como essa doença é progressiva e irreversível, o prognóstico para os cães afetados não é bom. Embora o tratamento raramente melhore as funções renais do Pet, pode aliviar os sintomas e trazer um maior conforto para o animal. Atualmente, com os avanços da medicina veterinária no Brasil, existe a possibilidade de se utilizar a hemodiálise no Pet para controlar a uremia e ainda temos novos medicamentos e clínicas especializadas em nefrologia veterinária, para dar uma boa qualidade de vida para o cãozinho portador desse problema.

O Estima conta com especialistas na área e uma infraestrutura moderna, sempre pronta para realizar o diagnóstico e tratamento do seu melhor amigo. Para agendamento de consultas e outras informações, entre em contato conosco pelo (12) 3411-6460.

Fonte de informações: https://renalvet.webnode.com.br/nefrologia/croni-cao/

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Tratando problemas renais nos Pets

Tratando problemas renais nos Pets

Quando falamos de tratamento de problemas renais nos Pets precisamos, antes de tudo, entender que ele tem a função de retardar a evolução da doença, que, geralmente é rápida. Dessa forma, devemos ter em mente que não há uma cura total, mas seu bichano terá a chance de viver mais tempo e em melhores condições se você seguir todas as orientações do veterinário. O diagnóstico precoce é fundamental para garantir uma boa qualidade de vida para o seu Pet.

O tratamento depende da causa da doença renal e da condição física do animal. Primeiramente, são necessárias algumas mudanças na alimentação do seu peludo. Já existe no mercado uma ração renal, própria os Pets que sofrem desse mal. Esse alimento ajuda a filtrar os nutrientes e as substâncias ruins do organismo e por isso é tão importante seguir à risca essa dieta especial.

Já os remédios são prescritos de acordo com cada caso, após uma avaliação completa do Pet feita pelo médico veterinário. Normalmente são receitados antibióticos, compostos vitamínicos e produtos que estimulam o apetite do seu patudo. Tudo de acordo com as necessidades e os sintomas que ele(a) apresenta.

Ainda há receitas caseiras especiais para essa situação, que o próprio tutor pode fazer. Mas lembre-se sempre de seguir as dicas do veterinário.

Para quem não é adepto de medicações, também existem algumas técnicas naturais, baseadas em florais e homeopatias. Mesmo assim, é preciso recomendação médica e prescrição.

Por fim, garanta o fácil acesso do seu Pet a água e ração fresca, um ambiente confortável e muito carinho para que ele se recupere bem.

O Estima Hospital Veterinário possui uma infraestrutura completa para dar o suporte necessário ao seu melhor amigo. Contamos com atendimento especializado em nefrologia e urologia veterinária, garantindo o diagnóstico e tratamento precisos para o seu Pet. Para informações sobre essa especialidade e agendamento de consultas, entre em contato conosco pelo (12) 3411-6460.

 

Fonte de informações: Canal do Pet – iG @ http://canaldopet.ig.com.br/cuidados/saude/2017-10-18/insuficiencia-renal-em-gatos.html

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Saúde Pet: Vermifugação

Saúde Pet: Vermifugação

Vermifugação é o ato de dar o remédio de verme para o seu Pet. Em filhotes, o vermífugo pode ser dado a partir dos 20 dias de nascido, e deve ser repetido uma vez por mês até os sete meses de idade, e, então, deve-se dar o reforço da dose a cada quatro meses. Isso porque, como uma criança, seu filhote é curioso e gosta de investigar o ambiente. Os pequenos Pets tem a mania de morder tudo o que encontram pela frente, como sandálias, gramas, sujeiras e ainda “brincam” com baratas e formigas. Tudo isso pode causar ingestão de ovos de vermes. Por isso a vermifugação é importante. A medicação e dosagem corretas do vermífugo são prescritas de acordo com a idade e o peso do Pet, por isso a consulta com o veterinário é fundamental para garantir que esse procedimento seja eficaz.

Quando adulto, seu cão ou gato também pode ter parasitas no intestino e contaminar outros animais e até mesmo as pessoas. Dessa forma, na fase adulta, seu Pet deve ser vermifugado de uma a duas vezes por ano, de acordo com a orientação do veterinário.

Saiba mais em: http://petcare.com.br/blog/por-que-vermifugar-o-seu-cao-ou-gato/

http://www.cachorrogato.com.br/gato/filhotes-gatos/

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